Meu primeiro conto, espero que gostem.
Era uma fria tarde de outono, Elize observava o balanço das árvores, as folhas coloridas sendo levadas pelo vento. Naquele clima tranquilo avistou um bando de aves.
_Então minhas lembranças voltaram...
Era uma tarde quente de verão, Elize estava na janela observando um dia chato, entediante, nada acontecia. Correu até seu guarda-roupas e agarrou sua bolsa.
_Mãe estou saindo_despediu-se.
Andou sem rumo pelas ruas da cidade, pessoas andavam apressadas que nem ao menos olhavam para o lado, tão distraída estava observando tudo a sua volta que, talvez por obra do destino esbarrou em alguém e caiu sentada.
_Você está bem?
Elize olhou para cima, encontrou a sua frente olhos tão azuis que hipnotizaram-na. Ao quebrar a conexão com os olhos, passou a observar a face, um rosto jovem, sorriso fácil, dentes brancos como leite, cabelos tão negros quanto a escuridão.
_Você está bem?_insistiu o jovem rapaz.
_O quê?Ah sim, estou sim_respondeu sem jeito.
Levantou desajeitadamente, o rapaz ajudando-a à se recompor. Bom um bom tempo ficaram ali, olhando um para o outro sem dizer nada, como se tudo a sua volta não existisse. Até que ele quebrou o silêncio.
Gostaria de tomar um café?
Elize balançou a cabeça sem nada dizer, seguiram para o Coffee's Tower, e assim começou uma história de amor. Passaram o dia conversando, e, não satisfeitos, passaram a se encontrar todos os dias na mesma cafeteria. Sem mesmo que notassem, três meses haviam passado e, dentro de Elize, um sentimento de amor crescia misteriosamente, e parecia que no rapaz o mesmo acontecia.
Ao fim do quarto mês, um anel foi posto na mão direita de Elize, seu coração batia forte, lágrimas deslizavam livremente em sua face, um sorriso tão largo surgiu em seu rosto e por um impulso incontrolável o beijou, mas não um beijo comum, mas sim um beijo tão apaixonante que contagiou todos no local, uma salva de palmas pode ser ouvida, o recém casal olhava toda aquela gente aplaudindo e ambos sorriram.
O tempo passou, um ano depois, numa fria tarde de inverno, na mesma cafeteria Elize foi pedida em casamento. Olhava para aquele rapaz, que não era mais um rapaz, mas sim um homem, decidido, bem sucedido.
No primeiro dia da primavera, num jardim florido, com um dia tão bonito que entrava em harmonia com os acontecimentos. Elize e Daniel casaram-se naquela tarde, um grande sonho havia sido realizado para ambos. Uma grande festa fechou a cerimônia com grandes fogos de artifício no final.
Um grande choque de tristeza veio três anos depois, quando em um exame de rotina, Elize descobriu que não poderia ter filhos. Daniel com lágrimas nos olhos acalmou sua amada.
_Tendo você ao meu lado, para mim já é suficiente.
Com lágrimas nos olhos e um aperto no coração, abraçou seu marido e desabou em lágrimas. Não teria filhos, não teria a alegria de ter crianças ao seu lado lhe fazendo companhia, não teria ninguém para contar como conheceu seu marido.
Longos anos passaram, muitos acontecimentos levaram a felicidade do casal, como a promoção de Daniel para supremo juri na suprema corte, as alegrias de uma casa sonhada, com uma grande varanda voltada para grandes e belas árvores
Esses dias felizes terminaram quando seu marido adoeceu, deitado em uma cama de hospital, Elize o visitava todos os dias, lia para ele, conversavam e riam. Mas, por obra do tempo, Daniel faleceu deixando um grande vazio na vida de sua esposa.
Sozinha na varanda de sua casa, observou um bando de pássaros pousados nas grandes árvores de carvalho.
_Levem minhas memórias, aquelas felizes e tristes sobre meu tempo com Daniel, mas, retornem no ano seguinte para que eu possa relembrá-las novamente.
Enterrando suas lembranças nas asas daquelas aves, eles partiram, cumprindo a promessa, retornando sempre no ano seguinte para que Elize pudesse vive-las novamente.
No fim daquela tarde de outono, com o sol se pondo sobre o pico das árvores, os pássaros levantaram voo e partiram.
_Adeus minhas lembranças, queridas e amadas lembranças, retornem no ano seguinte para que possa vive-las novamente.
Ali ficou, sentada, observando as aves partirem, levando consigo suas memórias, nas asas do tempo.
É simples. É romance, do tipo que eu não gosto, só pra constar, mas é bom. Mais descrição é sempre bacana. Falta também uma identidade na sua escrita, algum treino de vocabulário seria ótimo, mas eu gostei da premissa, foi uma leitura agradável.
ResponderExcluirEu gostei MUITO da história, mas acho que a escrita pode melhorar bastante!!!
ResponderExcluirNão se sinta ofendido, a escrita de todos nós sempre pode e deve melhorar!
Assim como o Fct pediu mais descrição, eu gostaria de ter lido essa mesma história só que sentindo mais a emoção de cada personagem!