Não tinha ido lá para beber, mas bebera de qualquer forma - não muito, mas o bastante para o deixar um pouco feliz. Nesses últimos dias estava bem mal, a depressão o pegara novamente, com força. Nada muito inédito, mesmo assim era a depressão mais forte que ele já havia tido.
Sem desculpinhas, cara. Está sem grana, desempregado, e ainda vai beber no Jogada. Você não devia gastar esta grana e ponto final.
Mas, por que era uma desculpinha? Sua depressão não era algo a se levar mais em conta? Não era mais importante? Talvez a desculpa fosse essa de estar sem grana. Não era bom pelo menos estar um pouco mais feliz? Desde… desde quando ele não o via mais de perto? Desde que não o fazia mais.
Inútil.
Will olhou para a balaustrada branca na frente do bar, algumas mãos repousavam ali, assim como cinzeiros, enquanto as outras mãos seguravam cigarros ou garrafas de cerveja. Ouvia as risadas dessas pessoas. Seus rostos com expressões felizes, cheias de prazer. Sentia inveja, e raiva ao mesmo tempo.
Eu gastei dinheiro que não devia gastar, mas e daí? Por que só eles têm o direito de serem felizes?
Já estava com saudade dos dois amigos que vieram com ele até ali. Haviam ido embora a uns três minutos, deixando-o sozinho, com as mãos no bolso da calça jeans. Estava tremendamente frio.
Balançou a cabeça com violência.
(Raiva. Frustração.)
Deus, como eu queria usar! Como e-eu desejaria usá-lo…
Não. Não podia fazer isso. O fogo assustava as outras pessoas… colocava-as em risco de morte… e…
Não se esqueça do choque.
Sim, ele mesmo, o “choque”. Fazia dois meses que não o tomava, ou seja, dois meses que estava “limpo”. Não queria ter aquela sensação de novo, era muito dolorosa, cruel… e sobretudo… fria. Era como se fosse realmente um choque, mas muito pior, porque o frio para Will significava tortura. Se ele usa… fizesse aquilo que queria fazer, seu sangue gelaria, literalmente. Cairia no chão como um peso morto, seus dentes quase trincariam de tanto que iria os bater, sentiria a alma quente e cálida saindo do corpo, e dor… muita dor, mas não conseguiria gritar, no máximo sairia um sussurro. Ia cair no chão, humilhado, ninguém o ajudaria.
O frio é horrível!
O pior, se ele realmente chegasse a usar do fogo, era que não havia só o choque. Depois, Eles saberiam, e o sequestrariam quando menos percebesse, então, haveria uma dose maior e mais forte, o que sem dúvida nenhuma, era o pior.
O frio é…
Eles o iriam levar para uma sala que parecia a merda da Antártida.
…uma merda.
Will balançou a cabeça mais uma vez.
Devo voltar para casa… isso, exato.
Coberto por “milhares” de casacos, ainda sentia o ar gelado constante da madrugada, quando resolveu sair definitivamente dali. Mas, antes, fitou apenas uma última vez a balaustrada branca na frente do Jogada de Mestre, e as mãos sobre ela, imaginando-as pegando fogo. O fogo brilhante, emanando seu calor, subindo pela mão e queimando as roupas daqueles adolescentes rebeldes. Todo mundo tentaria ajudar, apagar o fogo, eles jogariam a roupa no chão até ficarem nus, porém, o fogo ressurgiria, queimando-os a pele…o cheiro de churra…
Mas que merda!
Forçou-se a andar, tirar aquelas ideias da cabeça.
No que esteve pensando?!
Saiu da pequena entrada do bar e entrou na calçada, virando-se para esquerda do Jogada. Não era por ali o caminho para sua casa, era à direita do bar, onde estava a balaustrada e os adolescentes, mas hesitou por um momento. Parou, e olhou toda a extensão que podia enxergar da Av. Kennedy, percebendo que ainda tinha movimento às altas horas da noite. Os carros iam e vinham pelas duas vias, separadas por aquele pequeno gramado. Restaurantes e lanchonetes acesos, cheios de clientes com seus carros parados no encosto da calçada.
Bem, vou para casa.
Virou-se para a direita - determinado -, seguindo o trajeto de casa, os adolescentes estavam interceptando a passagem, mas deram licença quando viram ele caminhar rapidamente na sua direção, sem hesitar. Will tentou ignorá-los, o que teve sucesso em fazer. Começou a caminhar a passos ainda mais rápidos, e virou na primeira faixa de pedestre para a calçada paralela, atravessando as duas vias enquanto nenhum carro passava.
Sua vida estava uma merda, a verdade era esta. Desempregado, o dinheiro da recisão que tinha logo ia acabar, e ainda vivia num casebre de merda, que nem mesmo era sua casa, porque pagava aluguel. Tinha de arranjar algum emprego logo…
Conseguira pelos menos três meses sem trabalho, comendo miojo e jogando video-game. Alguma vezes abria o computador só para ver as notícias, gostava um pouco de estar por dentro do que acontecia no Brasil, e sempre se mantinha informado sobre a política, embora não vivenciasse nada daquele mundo que estava por dentro - como por exemplo, não participara das manifestações que tinha ocorrido ano passado. Admirava muito quem era ativista.
Mas, a grana da rescisão estava escassa, definitivamente não ia demorar muito para acabar, só daria para aquele mês, que estava na penúltima semana. E ainda, tinha essa de que mal conseguia se sustentar com a maioria dos empregos que podia arranjar, tendo de pedir dinheiro para seu pai. Não achava problema em pedir dinheiro para ele, o problema estava em que seu pai não o considerava mais como um filho. Seu pai tinha nojo dele, poderia cuspir na sua cara se houvesse alguma oportunidade. Seu pai o odiava - mesmo que desse dinheiro para seu filho quando este precisava.
O pior, seu pai contratara Eles. O frio.
Will acelerou o passo. Estava passando pela farmácia. Deu uma olhada para trás com desconfiança - já tinha virado um hábito fazer isso -, para ver se ninguém o seguia. Observou com certo interesse momentâneo as sombras sobre a calçada, atrás de si. Eram curiosas, como se não fossem realmente os ramos dos coqueiros que as projetassem. Quando atravessou mais uma faixa de pedestre para depois poder atravessar a Av. Presidente Vargas - ficando num canteiro gramado em forma de triângulo que dividia três vias - olhou para um pequena muda de flores que tinha ali, esperando o trânsito parar, e se lembrou da primeira vez que soube que podia controlar o fogo. Não devia ter mais de cinco anos de idade, mas aquilo ficou marcado na sua cabeça como um estigma. Fora num churrasco de família, no sítio de um de seus tios por parte de vó. Lembrava-se daquela pequena floresta onde as crianças brincavam e como tudo parecia ter um tom de férias numa tarde ensolarada sem compromisso. Naquele dia, Will brincava apenas com sua prima Júlia, por algum motivo que não se recordava. Não se lembrava com certeza do que estavam brincando, só vinha a mente os palitos de madeira reunidos, as pedras e as folhas secas sobre o gramado. Devia ser alguma tentativa de reproduzir a fogueira que haviam visto na noite anterior, onde uma boa parte da família estava junta para comemorar a Festa Junina. Sim, era realmente isso, brincavam de fazer uma fogueira, claro. Eles não tinham especificamente nada que reproduzisse o fogo de forma artificial, como Will tinha percebido que haviam feito na noite anterior. Então, lembrando-se de um episódio de Bob Esbonja que retratava a Pré-história - ele achava na época que era esse episódio, mas só mais tarde veio a descobrir que não havia nada assim lá, apenas descera um raio na madeira e fez-se o fogo -, Will tentou fazer fogo com os palitos e com as pedras, ensinando como se fazia para sua prima, sem que nem mesmo ele sabia como fazer. Mas, como era lógico porque não tinham jeito para aquilo e eram apenas crianças, o fogo não saia.
Depois de tanto resmungar os poucos palavrões que sabia e pensar sempre na mãe o advertindo sobre brincar com fogo, o pequeno Will, no ápice da raiva…
Como era bom ser ingênuo - Will atravessou a Av. Presidente Vargas com um sorriso no rosto.
…fizera o palito se incendiar como uma tocha. Não tinha nem ao menos percebido se não tivesse olhado para o rosto totalmente horrorizado de Júlia. Então, ele olhara para sua mão que segurava aquela pequena tocha, fascinado, e ao mesmo tempo não entendo porque sua prima estava tão assustada. Havia feito o fogo com sua própria mão, isso não era pra ser demais?! Ainda contemplando boquiaberto para sua obra, com medo de chegar muito perto, Júlia dera um grande tapa no seu braço e gritara:
- Solte isso! Você vai acabar se queimando e vai morrer!
E o palito incendiado caíra no projeto de fogueira. Entretanto, antes que percebesse que o caos iria começar ali, ele havia pulado sobre sua prima, estava raivoso. Porque ela apagara sua chama?
- Por que você fez isso? - berrara.
Não demorara muito tempo para os adultos irem correndo para lá. Também não demorara muita coisa até que todos fitassem Will com um olhar de poucos amigos, e depois seu pai e sua mãe o espancassem no lindo conforto dentro de casa.
Agora, o amigo do fogo, subia a Av. dos Trabalhadores, ao seu lado direito, na outra calçada, podia ver a entrada para o estacionamento do mercado Pão de Açucar. Tudo estava escuro por ali, ainda não havia mercados abertos 24 horas por dia em Indaiatuba. Já que não gostava mesmo do frio, para ele não havia diferença, só saia de casa em dias de sol. E, embora achasse frio as madrugas da sua cidade, Will sabia que em outros lugares ele simplesmente não viveria. Ali, o “frio”, no máximo, ou no mínimo - ele não sabia qual era o correto para aquele tipo de situação -, chegava a onze graus mais ou menos, isso em dias “bem frios”, bastante raro. No caso, estava 19ºC naquela madrugada. Afundou ainda mais as mãos nos bolsos, desejando quase que insuportavelmente usar de seu poder. Fazia tanto tempo… Teve um dia que ele teve a certeza de que não o possuía mais, até… até que, bem, provara do choque novamente.
Will parou de olhar para os pés enquanto andava por um momento, sentido o terrível vento frio que vinha de encontro congelando seu rosto. Como de costume, colocou a cabeça sobre o ombro direito e se inclinou para ver de novo atrás de si. Nada. Apenas as luzes da farmácia que passara, já um pouco longe. Também não ouvia mais o som abafado de música eletrônica que vinha de algum lugar, e nem mesmo o som das pessoas que pareciam festejar meio mundo de coisas na Kennedy. Apenas o amável, porém horripilante, silêncio.
- Ah, não se esqueça das amigáveis sombras e do cálido FRIO! - disse em voz alta, e deu um riso sarcástico logo em seguida.
Aqui é um belo lugar para começar a ficar louco!
Silêncio. Dava para ouvir apenas o murmúrio ocasional dos ramos dos coqueiro quando o vento batia, além de seus passos. Havia sido bem típico, nos desjejuns com sua mãe e seu pai, algo parecido com aquilo. Ninguém falava, mas havia ainda o som dos garfos e das xícaras de café batendo nos pratos. O som de quando seu pai saia da mesa com a xícara e um jornal, para ler no sofá. Era realmente uma tensão. Isso acontecia às vezes antes deles saberem do poder de Will, mas foi algo que aumentou muito mais depois, regularizando todas as manhãs daquela forma, ainda incorporando alguns maus-olhados. Ele não entendia na época por que seus pais o achavam tão parecido com um monstro. Dava pra ver a aversão, e até mesmo um pouco de medo em seus olhos. Mas, muito diferente do que acontecia no presente, seu pai não tinha tanta aversão no olhar, era algo mais parecido com compaixão e medo. O pequeno Will percebia que seu pai ainda o amava como sempre amara, embora tivesse uma repulsa inerente. Fora a sua mãe, dona Vera, a vilã na maior parte das vezes. Fizera seu pai a acreditar nela. Falava que Will tinha o demônio dentro de si, e que devia ser curado. Curado pela Igreja.
Ele pestanejou consigo mesmo enquanto balançava a cabeça numa negativa. Quando ouviu uma mistura de passos, soube que eram as sombras e que iriam pegá-lo. Aumentou a velocidade com que andava.
Pare de viajar! Acho bem legal se você conseguisse manter essa merda de sanidade!
Mas, bem, quem realmente estava atrás dele?
Dessa vez não ousou olhar. Se arrepiou ainda mais quando sentiu o sopro do vento seguinte. Ele podia ouvir com uma vividez absurda os outros passos se misturando com o seu.
- Seriam… Eles…? - murmurou, e arregalou os olhos ante a ideia.
Mas, eu nem mesmo fiz o fogo…
Não, não eram Eles. Podia sentir que eram sombras, contudo, não quis olhar. Estava quase chegando na entrada de seu bairro, onde sua casa ficaria a poucos metros. Tudo ficaria bem, apenas correria quando virasse a esquina e os fantasmas que o perseguiam não iriam conseguir alcançá-lo.
Quando o pequeno Will já frequentava a mesma igreja dos seus pais, e já haviam se passado muitos anos desde sua demonstração de fogo, num tempo difícil financeiramente para seu pai, Dona Vera resolvera confessar ao padre que se pequeno e “lindo” filho sabia controlar o fogo, o elemento do inferno, o vermelho do diabo. Will se lembrava, agora quase chegando na esquina e suando, que nada na sua vida fora pior do que aquele exorcismo que havia sofrido. Como uma mãe e um pai podiam deixar aquilo ser feito com seu filho, de apenas 11 anos?
Will olhou para o muro à sua esquerda, e percebeu que as luzes laranjas dos postes projetavam várias sombras na parede. Eram onze sombras. E dentre elas, podia-se perceber uma mulher alta e magricela, de longos cabelos - essa era sua mãe -, e três crianças, que ele havia apagado da sua memória até aquele momento. Will forçou-se a olhar para frente e começou a sentir o pior frio do mundo. Estava ensopado de suor gelado.
De qualquer forma, as lembranças vieram a ele novamente. Conseguia se ver no seu antigo quarto, dormindo numa noite de sexta há 17 anos atrás. Descansava de forma tão gostosa que até mesmo sorria enquanto dormia. Devia estar sonhando alguma coisa realmente reconfortante, que subjugasse todas as coisas que passava quando estava acordado. Então, sua mãe abria a porta, com o que parecia um sorriso satisfeito no rosto. Depois dela seguiam-se dois padre, e por último vinha seu pai, que pelo rosto parecia carregado de culpa. Os padres traziam água benta, crucifixos, e uma bíblia cada um.
- Coloque as coisas aqui - dona Vera dizia, ajudando os padres a arrumarem o “cenário” sem que o filho percebesse. Ele ainda dormia, com o doce sorriso ingênuo nos lábios.
Seu pai ficava calado, apenas perguntava se podia amordaçar o filho, para que os vizinhos não ouvissem. E os padres, no mesmo tom baixo, diziam que não tinha como, porque o demônio precisava sair do corpo de algum jeito, e talvez fosse pela boca. Então, eles o acordavam bruscamente, e seus pais já seguravam - um de cada lado - seus braços com força. O pequeno Will, demorava um pouco para aceitar a realidade, mas em poucos segundos começava a gritar. Não entendia o que estava acontecendo. Era possível ver em seu semblante a incompreensão e o medo. Seu pobre olhar ia do pai, que estava cheio de culpa, e para a mãe, que parecia a mulher mais terrível em toda sua altura e magreza, enquanto ouvia um dos padres pronunciando a bíblia em latim em tom alto, e sentia o outro jogando a água benta nele. Tentava achar alguma solução em meio ao seus gritos de pavor.
- Fui eu, fui eu! Confesso!
- Você o quê? - dizia sua mãe.
- FUI EU! EU QUE MATEI AS TRÊS CRIANÇAS!
- Três crianças…? - ela murmurava.
Seu pijama começava a grudar no corpo devido à água.
Depois de algum segundos, todos lembravam dos trigêmeos que morreram há dois anos atrás no incêndio que houve na igreja, ficou estampado em seus rostos. Dona Vera fitava com desprezo seu filho e pensava em como nunca havia feito aquela ligação. Os dois padres continuavam o exorcismo, com os olhos transbordando de espanto. Mas eles continuavam e continuavam…
A partir daí, então, tudo começava a pegar fogo no quarto. Incluindo dona Vera, como todos a chamavam. Seu corpo ardia nas chamas, e ela gritava esperando alguma ajuda do marido ou dos padres. Tentaram ajudar, mas nem mesmo a água benta apagou aquelas chamas. Vera morreu ali, queimada, enquanto o filho gritava até pouco depois desmaiar.
A menos de 10 metros para virar a esquina, Will escutou os fantasmas se movendo com agilidade. Não tinha coragem de correr, seria como proclamar sua sentença de morte. A esquina. Ele viraria nela, entrando na rua Chile, e então correria como nunca até o portão de sua casa. Queria gritar que a culpa não era dele, que não tinha como ele controlar seu poder em uma situação extrema.
- Meu Deus! E-e-está muito frio! - murmurou com dentes rangendo, as mão procurando mais calor no bolso, a camisa cheia de suor gelado, e olhando com visão periférica as sombras se movendo na parede.
Percebeu que não ia dar tempo. Elas estavam perto de mais.
Will desatou a correr, com toda adrenalina possível. E, das suas mãos, o fogo saiu. Ele estava em uma situação extrema. O coração batia como uma furadeira dentro de seu peito. Quando menos percebeu, o choque foi acionado. Ele corria como o vento, mas não conseguiu passar do poste elétrico, a sensação de náusea e de vômito chegaram antes, como em Laranja Mecânica. Will conhecia o que realmente o Alex queria dizer sobre querer morrer pacificamente, sem sentir dor, sobre “Snuff it”. O fogo se apagou na mesma hora, e como bônus, sentiu o que na verdade era o choque, o temível frio, gelando seu sangue. Ele caiu de lado e bateu no muro, bem atrás do poste elétrico. Fazia caretas de nojo e choro.
- E-e-eu n-não quis fazer aquilo… - ele disse, engasgando-se com as próprias palavras, percebendo que os fantasmas já estavam na sua frente, podia ver suas silhuetas tornando-se claras.
As sombras não se pronunciaram. E por que haveriam de se pronunciar, se estavam tendo sua vingança ali mesmo, bem lentamente e dolorosa, como queriam? Quando, entre gemidos de dor, Will começou a ver tudo um pouco mais claro, viu os fantasma sorrindo para ele.
- N-n-nã… - quase vomitou.
E, então, no momento em que as sombras deixaram de ser apenas silhuetas, ele percebeu vergonhosamente que as crianças na verdade eram anões! Que a mulher magra e alta, na verdade era um jovem alto e chupado usando uma peruca! E que os outros eram apenas mais homens que ele sabia que estavam vivos! Sorriu do seu próprio engano.
Os fantasmas eram, na verdade, Eles.
Como fora tão burro? Ele sabia que faziam de tudo para pegá-lo. Eles sabiam todas suas fraquezas, e usavam isso como desculpa para ele pisar na bola e cair. Isso, porque, de certa forma, Eles também eram seu pai.
Will riu histericamente enquanto vomitava.
Eu li seu conto no mesmo dia que você postou, por algum motivo, acabei me esquecendo de comentar.
ResponderExcluirVocê está ficando MUITO BOM no suspense/terror cara, acho que deveríamos começar a pensar em algumas coisas mais sérias pra fazer com esses contos