Sento na frente do computador, e quando começo a teclar qualquer coisa, a vontade de escrever me enche o coração. Meia dúzias de palavras e uma situação aleatória surge na minha mente, e de primeiro momento parece ser o suficiente para começar a escrever um conto, uma novela, um romance, ou qualquer coisa que seja. Mas, nunca é bem assim. Bom, talvez seja. Se eu continuar desenvolvendo mentalmente a história, ela até vai para algum lugar, mas sempre parece fraca ou clichê demais para mim. Então, o que eu normalmente faço a seguir, é não fazer nada. Apenas penso no que poderia fazer. Sempre quero algo cheio de detalhes e com um bom enredo, um enredo original. Porém, para isso, necessitasse de boas ideias, e uma ideia forçada não é tão atraente quanto uma ideia que simplesmente vem. Na verdade, costuma a ser bem pouco atraente, se contar que para isso precisa-se pensar bastante, e que também há a preguiça que vem logo depois, quando a vontade de escrever começa a se atenuar, quando você acha que não pode satisfazer suas próprias exigências.
Parece uma “vontade” bipolar, principalmente quando não estou com o hábito de escrever, o que muitas vezes me acontece depois de um bloqueio criativo - perde-se o hábito, e para reconquistá-lo leva-se algum tempo, preciso recobrar a confiança, e como consequência, a ousadia, principalmente. Talvez a palavra certa não seja bipolar, mas potencial - pois a vontade de escrever sempre está presente, entretanto, o potencial dela diminui e aumenta. Quando estou com o hábito, a vontade sempre permanece alta e estável, e quando não estou, chega a haver picos de altos e baixos em um curtíssimo período de tempo, o que acaba, por sua vez, fazendo que não faça nada devido a essa instabilidade. Na realidade, não é que não faça nada, quando a vontade está alta, eu até começo a escrever alguma coisa, mas 99% das vezes nunca acabo aquilo.
É um sentimento tão bom ver o seu trabalho realizado; colocar o ponto final na obra. Na maiorias da vezes é isso que move minha vontade de escrever para o alto. Escrever é ótimo, mas ver o trabalho feito parece ser ainda melhor, provavelmente algo mais psicológico; orgulho de si mesmo. Mesmo assim, fica apenas no “parecer”, eu não saberia dizer qual dos dois prazeres é o melhor, na prática, logicamente.
O som do teclado enquanto você move seus dedos com empolgação, não há nada melhor que isso!
Enfim, talvez tudo isso seja apenas preguiça minha, o que eu não acho realmente que seja apenas isso, mas pode ser. Esse movimento da vontade de escrever parece ser semelhante, ao meu ver, em quase todos escritores, a única diferença é que alguns conseguiram domá-lo melhor que os outros, e nessa parte, eu acho que é tudo apenas questão de hábito. Quem já se acostumou mais, ou seja, se habituou mais, consegue ter uma vontade de escrever mais estável.
Bom, com esses devaneios eu deixo vocês, e talvez de início ao meu processo de reabituação - não sei se essa palavra existe. É o que eu realmente espero.
Eu nunca tinha usado o teclado pra escrever antes da aventura de RPG que eu to escrevendo agora, logo, eu não conheço muito bem esse sentimento interligado a sentar no PC e tudo mais... Mas mesmo assim, creio que todos tenhamos bloqueios criativos, constantemente.
ResponderExcluir