Rodopios na cabeça, um milhão de mini-imagens.
Só que eu não vejo, ninguém vê.
Voam quietas e docinhas, agressivas ou apressadas.
Elas descem e sobem, pulam e dançam.
Me disseram: sopra o ar do peito, enche o coração e lá vai.
E foi.
O lápis na mão, no papel: linhas rabiscadas, pequenas
loucuras,
quase tudo, quase nada.
Não sou eu.
É o caos. Sempre ele.
Líquido preto no potinho japonês.
Uma ideia que veio do fundo:
fundo da alma, fundo do corpo,
fundo daquela música bonitinha que me fazia lembrar de tudo
que foi mas não deveria,
que o sol saiu tão quente e amarelava tudo que a gente
entendia por
Tempo.
5 minutos em 1 hora
Tudo é infinito, mas tudo acaba
Tanto e sempre.
E faz lembrar do dia que a gente riu de um pássaro canibal
no asfalto quente,
como se não nos devorássemos a cada segundo enquanto
tínhamos
Tempo.
E eu te desenhava num pedaço do caderno,
num pedaço de lençol, na parede, nas estantes,
em tudo que foi e não era enquanto a gente pensa que conhece
bem o traço de
alguém
Que não é nada além de saber riscar um riso,
uma lágrima, um filme favorito, uma mão que pega e puxa
pra debaixo daquele lugar quentinho enquanto chovia do nada
Carinho transbordando dos dedos no leve sabor do não-ser e
não-se-sabe-o-quê, mas sabe que foi o
Caos e que tudo nasce e acaba no
Caos e que tudo nasce e acaba no
Líquido preto no potinho japonês
É o caos! Sempre ele!
ResponderExcluirNo fim das contas, não seria absurdo que vivêssemos apenas para entreter os deuses... Fazendo do caos o que nossa criatividade permite! Afinal de contas Wyrd bid ful araed, o destino é inexorável.
Li aqui, e as palavras continuam ecoando na minha cabeça. Adorei!
Obrigada :)
ExcluirCaos, caos, caos!
WOW! É interessante como sua mente trabalha, é impossível tentar entender completamente mas mesmo assim me identifiquei. Muito bom !!!
ResponderExcluiró quem tá falando! hahahahaha
ExcluirObrigada :D