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Não sei exatamente quanto tempo
estive dormindo, mas quando despertei, percebi que várias mudanças tinham
acontecido no quarto. Não comigo. Eu continuava totalmente privado de meus
movimentos e a única diferença é que senti que minha bunda estava melada. De
alguma forma a droga posta na água havia soltado meu intestino. Sobre as
mudanças ocorridas no quarto, a principal delas era a adição de dois tripés com
câmeras. Não entendo nada de câmeras de filmagem, mas aquelas pareciam ser
profissionais. Uma delas estava apontada para mim e parecia estar ligada, a
outra câmera estava apontada para a cama vazia. Outra mudança é que agora, além
da pichação “Voyeur Macabre”, havia outra, números, de um a quinze e o número “um”
estava riscado com um x.
Não consigo descrever o desespero de
passar horas acordado, totalmente imóvel, sem nada diferente para ver. Não
fosse minha súbita decisão de sobreviver, eu teria apertado o gatilho, tamanho
era o tédio e a ansiedade. Até aquele momento, eu nunca tinha respeitado
pessoas que apresentavam problemas psicológicos. Fico envergonhado em dizer que
eu sempre achei “depressão” uma frescura que não tem tamanho, sempre achei que “síndrome
do pânico” era coisa de playboy que não tinha problema então ficava inventando.
Mas as horas imobilizado começaram a me fazer sentir a real mordida da loucura.
Meu coração disparava subitamente e eu tinha vontade de chorar. Estranhamente,
não me recordo de nenhum dos inúmeros pensamentos que me ocorreram neste dia.
No entanto, lembro nitidamente ter sido brutalmente arrancado de meus
pensamentos quando a porta abriu com violência. Pela porta entraram três
pessoas. Uma delas era o mesmo homem do dia anterior, as duas outras pessoas
eram um jovem casal. O homem olhou para mim, acredito que para constatar se eu
estava acordado ou não e segurou meu queixo, carinhosamente, antes de começar a
falar:
- Que bom que você está acordado! Eu
trouxe um casal de amigos pra te apresentar! Esta daqui é a Júlia. Eu não a
conheço muito bem, mas ela, assim como você, é nossa convidada pra essa noite.
Não... Não exatamente como você... Ela está aqui porque quer, não é Júlia?
Eu sei que é a coisa mais fútil e
menos descritiva do mundo para se dita, mas a garota era linda. Digo garota
porque ela não aparentava ter mais de vinte anos. Ela vestia uma calça jeans
que fazia o contorno perfeito de suas duas grandes coxas e de sua bunda enorme.
Vestia uma camiseta larga que apenas dava um pequeno vislumbre do contorno de
seus pequenos seios e parecia ajudar esconder alguma gordura de que a garota
tivesse vergonha. Depois eu pude constatar que era uma bobagem, aquela gordura
só contribuía pra deixar seu corpo mais lindo. Enfim. Seu cabelo era escuro e
cortado na altura dos ombros, sua boca era carnuda e sensual e seus olhos
castanhos me observavam com tamanha curiosidade que temi ficar excitado.
Júlia assentiu à pergunta do homem
apenas com um sorriso e um movimento de cabeça. Tendo recebido sua resposta, o
homem prosseguiu:
- E este aqui é o Igor. Você terá a
oportunidade de conviver alguns dias com ele. Igor é meu amigo e será de grande
ajuda em nossa brincadeira.
Igor deveria regular de idade
comigo, trinta e poucos anos. Tinha a maior cara de bom moço que eu já vi na
minha vida. Deve ter sido a perdição de muitas garotas. Tinha os olhos escuros
e a sobrancelha grossa, usava um óculos quadrado, estilo superman. Seu cabelo
era preto e cortado “tigelinha”. Sua boca era fina e sua face completamente
imberbe. Vestia-se bem. Tênis, uma calça jeans azul clara e uma camiseta verde,
colada ao corpo, que era magro e bem definido. Igor sorria de uma maneira
carinhosa, o que me fez criar uma certa afeição por ele. Afeição que duraria
muito pouco tempo antes de se transformar em completa repulsa. Igor se
aproximou da garota e passou um braço por trás de seu corpo, aconchegando-se a
ela de maneira carinhosa. O homem riu disso e ligando a segunda câmera, disse:
- Bom, vocês sabem o que fazer!
Antes de sair do quarto, no entanto,
percebi que ele tirou um objeto de trás de suas calças e colocou próximo a um
dos pés da cama. Infelizmente, fora do meu campo de visão.
Assim que o homem saiu, o casal
começou a se beijar, primeiramente de maneira muito carinhosa, mas em pouco
tempo os beijos eram de uma libido contagiante. Eu estava sem graça, mas não
pensei em fechar os olhos, por algum motivo me senti curioso. A garota, algumas
vezes, abria os olhos e me lançava um olhar curioso, mas a atmosfera do quarto
ficava cada vez mais libidinosa.
Em pouco tempo, Igor tirou sua
própria camisa e exibiu seu físico magro e definido, logo Júlia seguiu seu
exemplo e eu fiquei excitado ao ver aquele corpo que considerei perfeito. Em
pouco tempo os dois estavam nus e transavam num frenesi tão grande que até eu
me sentia parte daquilo. Ambos estavam se divertindo muito e fizeram coisas
muito criativas. Em determinado momento, sem que a Júlia percebesse, eu vi que
Igor pegou o objeto ao pé da cama e colocou-o sobre a cama, atrás de seu corpo,
mas eles continuaram com suas brincadeiras e o fato foi se tornando corriqueiro
em minha mente. Algum tempo depois, no entanto, Igor colocou-se atrás de Júlia,
imobilizou seus dois braços, por trás do corpo da garota, utilizando apenas um
de seus braços. Como ele beijava seu pescoço, ela não ofereceu resistência, até
que, com o braço livre, ele puxou o objeto de trás de si, uma faca de caça, e
apertou contra o pescoço da garota. Ela ia começar a se debater, mas Igor falou
alguma coisa em seu ouvido que a acalmou, apesar de sua tensão ser visível. Ele
olhou para mim. Seu olhar não era carinhoso, era selvagem e parecia penetrar
nos meus, enquanto dizia:
- É agora que você escolhe se a
brincadeira continua ou não.
Eu sabia o que ele iria fazer se eu
não apertasse o gatilho. Mas não tive coragem. Tentei fingir que não, que sua
ameaça era vazia, apesar de saber que não era. Não tive coragem. Eu me
considerava jovem demais para morrer. Troquei a minha vida pela dela.
Igor riu e cortou o pescoço da
garota, lenta, mas profundamente. Júlia tentou se debater, mas era tarde
demais, o sangue escorria em abundancia, contornando seus seios e se juntando e
formando um único canal vermelho que fluía para o Y formado por suas pernas
fechadas. Em alguns instantes ela parou de se mexer e a cama estava ensopada.
Eu tentei me debater, me esforcei para gritar, até perceber que meus lábios já
deveriam estar em carne viva. Mas a verdade era uma só, eu fui covarde e quem
assassinou aquela garota fui eu.
Esse contooooo, cara! Espero que fique mais e mais foda, por menos que eu goste disso, ta ficando melhor e eu to gostando mais, pode ser que venha a me cativar. Só digo que acho meio bizarro ele se culpar pela morte da garota, na real. Não é culpa dele, obviamente, o cara foi sequestrado e tal.
ResponderExcluirCade a parte 4? 0/10 até sair tudo
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