Certo dia José estava caminhando pela estrada da vida, e
percebeu que estava andando em um caminho já mapeado, já descoberto, já
explorado, cheio de setas e direções, avisando o caminho certo evitando José de
falhar, cair em algum buraco, pisar na bosta, bater de cara em um galho ou se
quer tropeçar.
Este caminho o levaria para a vitoria comum, que não deixa
de ser vitoria, mesmo sendo adquirida através da ignorância e do comodismo.
José começou a ficar desesperado, se acalmou e logo saiu
deste caminho e avançou por uma trilha nova, que estava cheia de buracos,
relevos altos e baixos, com uma imensa quantidade de mato, era notável que esta
trilha nunca havia sido trilhada. Decidiu então que seguiria por este novo
caminho.
Alguns dias ele enfrentava pragas, feras e até figuras
malignas e estúpidas chamadas de Seres Humanos Ignorantes. Mas José agora era
ninguém, e como ninguém pensa antes de agir, vencia cada desafio e seguia firme
cortando o mato, abrindo caminho e trazendo alegria, paz, tranquilidade e amor
para todos que conhecia, e tudo isto, sem segundas intenções, afinal ninguém tem
essas intenções.
Às vezes José se deparava com depressões em seu caminho, mas
já que ninguém resolve seus problemas antes de eles crescerem, José não se
deixava abater.
Ninguém continuava alegre mesmo nas dificuldades e sabia que
iria amadurecer muito a cada problema resolvido, graças a isso continuava
seguindo passo por passo.
Ninguém é leal aos amigos.
Ninguém respeita a todos.
Ninguém vive sua própria vida.
Ninguém cria seu próprio caminho.
José não passa de um Zé ninguém,
Afinal, ninguém é igual José.
MANOOOOOOOOOOOOO, pqp, muito boa essa crônica!
ResponderExcluirVelho, meus parabéns!
ResponderExcluirNinguém pensa muito antes de elogiar esse conto...