Agora sim! O conto que eu escrevi hoje, um pouco melhorado e adaptado, nos conformes do O Universo(ainda sem nome).
Esta é uma estória sobre um pequeno ser humano, mas mais especialmente sobre mim, sobre eles, sobre nós.
A algum tempo tenho acompanhado o crescimento de um garoto. Com dois anos e pouco, aprendia a falar, com 5 e tantos aprendia a escrever, com 15 e mais um pouco, aprendia a beijar e com mais ou menos 20, aprendia a amar. Aprendia tanto e a cada aprendizado tinha algo novo para me contar. Ele aparecia algumas noites, quando todos em sua casa já haviam dormido, ao lado de sua casa, a beira da minha. A margem aguardava e o garoto crescia.
Certa vez veio a mim com seu maior problema. Havia de se mudar, a revolução chegaria logo a sua casa, nos subúrbios da cidade de Vezuva. Sabia ele que teria de me deixar, só não desconfiava que eu não o deixaria. Investimentos são feitos para os frutos serem doces.
Algum tempo passou, só relativo ao menino, enquanto eu não passei, mantive. O garoto caminhava por um bosque, agora não caminhava mais só, levava consigo um filho e uma garota. A leve caminhada lhe levara ao que seus olhos mal acreditavam. O que via era simples, visto por outros olhos não seria o que era. Um lago. Calmo, parado, quase um paraíso entre as arvores do denso bosque. Pegou seu pequeno filho do carrinho em que deitava, olhou para a mulher e para o lago e sorriu. Naquele lugar, naquela hora, o garoto sabia dizer que eu não estava morto, sabia dizer que eu vivia e estava bem, só bastava olhar para o lago.
Passara-se tanto tempo quanto o garoto sabia contar quando o vi novamente. Caminhava por aquele mesmo bosque, não com o mesmo vigor de antes, chegava na mesma clareira, onde estaria o lago. Ele havia aprendido muito, mas ainda assim, não aprendeu nada. Olhou fundo no lago, e se lembrou. Se lembrou de mim. Agora, sem mulher, sem mais seu filho, olhava e me via. E eu o via também. A margem do lago crescia e com ela, diminuía o pequeno garoto, diminuía até desaparecer. Agora o garoto são eles, agora o garoto somos nós, agora nós somos eu.
Ficou melhor quando você revisou aí, nada tão significativo - porque antes já estava bom -, mas ficou melhor de qualquer jeito. Gostei bastante do clima e eu estou realmente curioso para conhecer o Facchettiverso.
ResponderExcluirEu te falo mais sobre ele, mas é complicado escrever só contos pequenos, eu acabo escrevendo pra caralho ou não escrevo por preguiça... Vlw por comentar ^^
ExcluirFCT, curti muito, cara!
ResponderExcluir"Agora nós somos eu"
Muito bom cara! curti pra cacete...
ResponderExcluirLegaaal, Isso me lembra um filme, especificamente uma cena: His Name is Robert Paulson (https://www.youtube.com/watch?v=GCi_PIz5ekU)
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